Entenda como o interesse por joias aumentou durante a pandemia - Blog Casamento Único

Entenda como o interesse por joias aumentou durante a pandemia

Por Joia Única em
Entenda como o interesse por joias aumentou durante a pandemia

Apesar da crise, setor se recuperou e deve continuar em constante crescimento

Assim como diversos outros mercados, a área de joalheria foi extremamente abalada pela pandemia.

A Vivara, por exemplo, observou sua receita líquida diminuir 54,6% entre abril e junho de 2020.

Mesmo assim, uma recuperação coletiva passou a ser percebida, e isso se deve a alguns fatores:

  • Vendas online;
  • Demanda crescente;
  • Recuperação do varejo.

Confira também: Porque o número de casamentos aumentou durante a pandemia.

Quer entender como esses pontos tornaram isso possível? Continue no artigo!

Vendas online

Era de se esperar que diversas companhias adotassem a internet como seu novo ambiente principal de atuação durante a crise.

Um relatório produzido pela Ebit/Nielsen em parceria com a Elo revelou que, apenas no primeiro semestre de 2020, o faturamento com transações online no Brasil cresceu 47%.

Ao todo, esses números representaram uma circulação de 38,8 bilhões de reais na economia, construídos através de 90,8 milhões de pedidos.

Além de revelar uma das, ou a principal tendência de consumo dos próximos anos, o estudo mostrou como essa alternativa pode ser salvadora.

A própria Vivara que, como citado anteriormente, sofreu um rombo considerável em seu caixa, pôde começar a se recuperar graças ao comércio eletrônico.

A princípio, os prejuízos afetaram 83% da receita da marca. Porém, as vendas realizadas em seus portais online cresceram 387%, ajudando a empresa a recuperar 64% desse orçamento – ou 108 milhões de reais.

Seguir essa vertente, porém, não seria o suficiente caso o interesse por joias também não tivesse aumentado.

Demanda crescente

Imagem de mulher indiana com véu sob boca e nariz com joias na cabeça e mãos

O fechamento de fronteiras, além das restrições impostas dentro de diversos países, diminuiu o fluxo de caixa das classes mais altas.

Viagens, passeios e outros investimentos com lazer e bem-estar passaram a ser mais escassos, impulsionando a vontade de consumo por alguns produtos.

Dessa forma, a venda de joias se tornou uma alternativa viável para essa camada social. E, nesse sentido, pouco tempo foi necessário para que os números passassem a mostrar como essa demanda foi, de fato, essencial para o respiro financeiro desse mercado.

Em dezembro de 2020, o Threads Styling, portal especializado na venda online de artigos de luxo, divulgou dados que mostram que a venda dessas peças em sua plataforma subiu 80% durante a pandemia.

A Moda Operandi, por sua vez, varejista que trabalha com a venda de roupas e acessórios diretamente de estilistas após desfiles, registrou um aumento de 35% na aquisição de seus produtos.

Em entrevista à Época, Renato Balbi, presidente da Monte Carlo Joias, esboçou três explicações para o crescimento dessa demanda.

Segundo ele, alguns pontos foram essenciais para a recuperação de sua marca, que ainda mantém 42 lojas em sete estados brasileiros. São eles:

  • A vontade do colecionador, que passou a vestir seus acessórios frequentemente após o início da pandemia.
  • A vontade de presentear, visto que o distanciamento social criou a necessidade de mais demonstrações de afeto.
  • A vontade dos “novatos”, que veem nesse mercado um investimento válido para se fazer em tempos de crise.

No entanto, todo esse crescimento precisou nadar contra outra forte correnteza. Não bastasse os prejuízos causados pela crise no setor em si, o mercado de joias ainda precisou lidar com o encarecimento de matérias-primas.  Em 2020, a alta acumulada do ouro, por exemplo, chegou a 65%.

Mesmo assim, os hábitos de consumo dessa categoria mantiveram o mercado morno e, com o passar dos anos, podem aquece-lo ainda mais.

Porém, para que isso se concretize, será preciso que a indústria se adapte.

A consultoria estadunidense Bain & Company mostrou isso em um de seus trabalhos, quando fortaleceu a visão apresentada anteriormente sobre o comércio eletrônico. Segundo a companhia, essa vertente se tornará líder em transações de compras de luxo até 2025. E isso não é exclusivo dessa área.

Um outro levantamento, dessa vez realizado pela NZN Intelligence, mostrou que 71% dos brasileiros planejam aumentar seu volume de compras online nos próximos anos. Isso mostra que o potencial não é só dessa atividade específica, como também de todo o meio virtual.

Recuperação do varejo

Mesmo com o impulsionamento das vendas online, o mercado físico ainda é essencial para essa área. Tanto que, durante a pandemia, o choque inicial foi causado, justamente, pelo fechamento desses estabelecimentos. Dessa maneira, o afrouxamento das medidas de segurança serviu como um alívio financeiro para esse segmento.

O mês de abril de 2020 da Vivara, por exemplo, se mostrou 75,2% menor em relação ao mesmo período do ano anterior. Porém, após a reabertura do comércio, esses números despencaram e, com a ajuda das vendas online, atingiram 10,3% em julho. Pouco tempo depois, em agosto, essa porcentagem estava zerada.

Além disso, o ambiente virtual não interferiu apenas na venda desses produtos. Feiras online passaram a servir como plataforma de divulgação de marcas em meio à crise, e impulsionaram um crescimento considerável desse setor, inclusive nacionalmente.

A feira JEW Brasil, por exemplo, havia sido criada como uma experiência piloto desse mercado. A ideia era reunir fornecedores e atacadistas, ajudando a fortalecer essa área através da promoção de relações internas. Porém, em 2020, o evento contou com duas edições e, para 2021, já possui lista de espera.

Portanto, fica claro que a recuperação desse mercado, mesmo com diversas crises, se concretizou graças à colaboração de empreendedores desse meio. Além disso, o conhecimento e a ousadia de investir em plataformas online foram essenciais para que diversas marcas superassem esses obstáculos. Isso mostra como grifes que trabalham nessa vertente tendem a se tornar, cada vez mais, referências dominantes dessa indústria.

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